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  • Joana C.

Coleção Sedes - 2

TRAUMA, MEMÓRIA e TRANSMISSÃO: A incidência da política na clínica psicanalítica


Outro volume da coleção do Sedes Sapientiae, muito interessante e importante já que convoca psicanalistas a refletir sobre o campo social é: Trauma, memória e transmissão: A incidência da política na clínica psicanalítica. Além da relevância do tema, existe a peculiaridade de que a convocação para o tema, deveria se dar a partir do testemunho vivo de um evento traumático. Sendo assim, é possível imaginar a riqueza da qual se compõe esse livro.


Em seu primeiro capítulo vemos o depoimento de Estela Carlotto ativista argentina de direitos humanos e presidenta da associação “Abuelas de Plaza de Mayo”. Relata o desaparecimento do marido e de uma de suas filhas, que foi encontrada posteriormente encontrada morta, durante o período da ditadura argentina e sua luta para que a democracia hoje vigente siga forte. E o trabalho da associação para que avós ainda encontrem seus netos, mesmo depois de muitos anos e dor. “Um depoimento que transmite, ainda que sob as mais terríveis condições, a possibilidade de resistir, criando novas práticas e prosseguir lutando sem se acomodar diante de vitórias aparentes”.


Em artigo posterior a psicanalista argentina Ana Zabala que também atua na associação “Abuelas de Plaza de Mayo” tece suas reflexões sobre a importância do movimento, abordando como a psicanálise atua no nível do trauma por meio da memória.


O psicanalista Paulo Endo faz enlaces com as contribuições de Ferenczi e os relatos de sonhos de sujeitos vítimas de tortura do regime militar no Brasil, mostrando o quanto a experiência traumática aniquila o passado como experiência, ao mesmo tempo em que o faz perdurar como intensidade.


No artigo escrito por Miriam Debieux Rosa e Márcio Gagliato, podemos acompanhar a troca de emails deste para Miriam e sua equipe, sobre suas dúvidas quanto ao manejo das angústias da equipe que ele coordena, em uma das mais antigas agências humanitárias, atuando na África Central e do Leste. E Miriam vai discutir ao longo do artigo, como a resistência ao trauma pode se tornar um ato político, que deixa suas marcas na cultura.


Sendo o livro originário de um evento ocorrido no Sedes Sapientiae, temos também a transcrição de 3 mesas de debate com contribuições de grande relevância para os temas.



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