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  • Joana C.

Coleção SEDES - 1

MEDICAÇÃO ou MEDICALIZAÇÃO?


O evento Psicanálise, medicalização e sociedade, ocorrido no Sedes Sapientiae, resultou no volume da Coleção departamento formação em psicanálise intitulado: Medicação ou Medicalização? Onde psicanalistas e psiquiatras debatem sobre esse fenômeno social mundial, o uso de medicações.


O titulo, ao propor o termo medicalização, busca explorar duas ideias que fazem parte da palavra: medicação e idealização. O saber médico idealizado e o uso de medicamentos como uma solução para todas as dores.


Entre tantos autores que se dispõe a refletir sobre o tema, Joel Birman traz contribuições sobre os efeitos na cultura e no laço social, do processo de medicalização. Além de trazer provocações como: o quanto nós psicanalistas suportamos o convívio com a angústia do paciente (motor fundamental da análise para Freud) ou entendemos como necessidade de medicação?


Luis Cláudio Figueiredo trabalha na diferença dos dois termos: a medicação e a medicalização, sustentando o porquê que a primeira pode ser necessária e até oportuna, dependendo da situação. E aponta para os riscos de que a segunda – medicalização- transmita uma ideia de que o sujeito possa se ver livre de seu sofrimento, sem dor ou trabalho.


Outro texto interessantíssimo é Psicanálise e psicofármacos de Ésio dos Reis Filho, onde este se utiliza da metáfora da medicação como o canto da sereia, que pode seduzir tanto o psicanalista/psiquiatra, quanto o paciente em uma promessa de vida sem sofrimento.


Outros autores também contribuem oferecendo ao leitor uma perspectiva dos avanços da medicina e das suas possibilidades de uso, mas “mantendo-se como sujeitos de sua existência e exercendo de fato suas escolhas”.


Texto de: Andréa Mongeló - psicanalista







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