Dizem os biólogos que, devido à sua péssima aerodinâmica, o besouro seria incapaz de se levantar do solo; mas como desconhece as leis da física, o inseto continua a voar...

Algo semelhante acontece com a psicanálise: apesar das repetidas declarações sobre a sua “morte” ou a sua “superação”, no seu segundo século de existência ela continua a demonstrar uma invejável vitalidade. Ao contrário do besouro, porém, os analistas levam em consideração as críticas à sua prática e às suas teorias.

Debatendo com vizinhos da psicanálise como a filosofia, as neurociências ou o estudo da literatura e das artes, dissecando a dinâmica de diversos conflitos emocionais, esclarecendo alguns conceitos essenciais da teoria, Renato Mezan nos convida a comprovar que a leitura psicanalítica enriquece a compreensão da infinita sutileza da nossa vida psíquica, e também a experiência que podemos ter das obras da cultura.

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