Sueli Hisada é maga, porém sua magia é sempre para o belo e consistente. Imaginem um livro chamado Psicanálise na Arte, ou seja, nossa ciência vai até as artes, hospeda-se nas variadas formas de fazê-la e, daí, saí um livro sobre a criatividade, sobre o amor e a dor. O livro é como se fosse um livro de “poemas” de grande impacto emocional. A autora parte de grandes nomes da música pop, passa por pintores, escritores, cartunista e chega, finalmente, ao cinema. Incrível como usa de forma leve os conceitos psicanalíticos winnicottianos para compreender a vida de todos os estudados. Faz isso de uma forma clara, aparentemente fácil, mas que, na verdade, forma um paradoxo, ou seja, é preciso ser simples para poder falar o complexo, e consegue não usar uma palavra que não seja essencial. Vendo os textos, conclui-se que, para apresentar da forma escolhida por Sueli, muitas pesquisas foram feitas, foi necessário saber detalhes das vidas dos estudados e, para cada um, faz um estudo teórico para os aspectos anormais apresentados por cada um deles, o que demanda, para tanto, de um grande saber psicanalítico. Confirma uma fala de Freud, que diz que alguns artistas não são loucos, exatamente porque conseguiram ser artistas, e suas capacidades de criar foram integradoras do self. Durante a leitura, nós, leitores, passamos por vários estados de alma, tais como emoções (alegria e tristeza), fascínio (deslumbramento e encantamento), curiosidade (o aprender sem sofrer) e admiração ao conteúdo e às pessoas retratadas.

Sueli é maga e, como não podia deixar de ser, a grande psicanalista fez um livro encantado e com grande profundidade teórica

Psicanálise na arte

R$ 39,00Preço